segunda-feira, 19 de junho de 2006

A pior traição

Carnaval tem dessas coisas
Desfilei pela Unidos do Itaimbé
parece que fui vítima
De uma nova emoção
Ou fui promotor
de uma grande traição

Eu sempre fui Vila Brasil
o meu melhor amigo
De 1º grau torcia comigo pela alvi-rubra
e a mulher
Casada com meu irmão, somada à minha irmã,
À vizinha da esquerda e a da direita
Torciam pela minha ex-agremiação

Não sei exatamente o por quê
que eu mais amei
A verde-rosa da Silva Jardim

Dizem que
fizeram um complô
Para nos unir
Mas para a Vila, bastou um esforço pequeno
para nos separar

por pouco não me afastei
De vez da avenida
Entre o gravador da rádio e a baqueta do surdo,
Eu escolhi a companhia
dos dois

apenas perdi
Na apuração, mas foi o de menos
a confiança dela
- Da escola -
Na baqueta do meu surdo, no meu entusiasmo
Foi ao nível máximo

e o resto de consideração
Foi equivalente ao
que ela tinha
Pelos nascidos na Itaimbé

Não traí a Vila Brasil
Porque não vivi a Vila Brasil
Apenas escrevo esta
Ode a verde-rosa vivida
por mim

Um comentário:

Francieli Rebelatto disse...

Esse é meu negão, samba na veia, carnavel por naturez, e paixão acima de qualquer beleza...Trair? não mesmo, trairia se não gostasse, trairia a todos senão desfilasse...

Continue enfeitando a avenida e não deixe de tocar os pandeiros dessa vida..Que é bonita, é bonita...Viver e não ter a vergonha de ser feliz, isso é o que importa..beijo, negão te amo demais...